George Soros cria rede de universidades para promover a liberdade de expressão e diversidade de crenças

George Soros cria rede de universidades para promover a liberdade de expressão e diversidade de crenças


Em um jantar durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, Soros anunciou que investirá US$ 1 bilhão na rede de universidades para lutar contra “os ditadores atuais e em gestação”, assim como contra a mudança climática. George Soros, em foto de arquivo de 2019
Ronald Zak/AP
O bilionário George Soros anunciou na noite desta quinta-feira (23) a criação de uma rede universitária que deverá preparar os estudantes para enfrentar os “desafios globais atuais e do futuro”, de acordo com a Open Society Foundation, instituição criada por ele para promover ações de justiça, governança democrática e direitos humanos. A rede se chamará Open Society University Network (OSUN) e a ideia é integrar ensino e pesquisa de instituições ao redor do mundo.
Em um jantar durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, Soros anunciou que investirá US$ 1 bilhão na rede de universidades para lutar contra “os ditadores atuais e em gestação”, assim como contra a mudança climática, de acordo com a agência de notícias France Presse.
“A sobrevivência das sociedades abertas está ameaçada e enfrentamos uma crise ainda maior: a mudança climática”, disse Soros, durante o jantar organizado por ele.
A instituição pretende abrir um programa específico para “acadêmicos em risco” que, na definição da fundação, são pesquisadores com alto nível de excelência que estão politicamente ameaçados.
De acordo com a Open Society Foundation, a rede deverá promover a educação entre estudantes que mais precisam – entre eles, refugiados, deslocados, ciganos, população carcerária – e promover valores como a liberdade de expressão e a diversidade de crenças.
“Nossa maior esperança está no acesso a uma educação que reforce a autonomia do indivíduo, cultivando o pensamento crítico e enfatizando a liberdade acadêmica. Considero a Open University University Network o projeto mais importante e duradouro da minha vida e gostaria de vê-la implementada enquanto ainda estou por perto”, afirmou Soros, de acordo com um comunicado.
A Universidade da Europa Central (CEU), fundada por Soros, e o Bard College formarão o núcleo da nova rede, segundo o comunicado.
Eles deverão fechar uma parceria com a Arizona State University, líder mundial em ensino a distância, e outras instituições ao redor do mundo, como a Universidade Americana da Ásia Central no Quirguistão e a Universidade BRAC em Bangladesh.
Conta ‘ditadores atuais ou em gestação’
Durante o jantar em Davos, Soros afirmou que a “Open Society University Network” é o projeto “mais importante de sua vida” e que todas as universidades do mundo poderão participar, segundo a France Presse. A rede deve permitir chegar “a lugares onde falta educação de qualidade”, afirmou.
Soros chegou a citar a China, os Estados Unidos e a Rússia e lamentou que estes países estejam nas mãos de “ditadores atuais, ou em gestação”.
Segundo ele, “o maior e mais aterrorizante passo atrás” afeta a Índia, onde Soros acusa o primeiro-ministro Narendra Modi de criar “um Estado nacionalista hindu”.
Ele também criticou o presidente americano, Donald Trump, por ser “um golpista e um narcisista” que “superaqueceu” a economia americana. “Uma economia superaquecida não pode se manter por muito tempo fervendo”, advertiu.
Nascido na Hungria em uma família judia que fugiu dos nazistas, Soros é conhecido por seu ataque especulativo contra a libra esterlina em 1992. Nos últimos anos, tornou-se alvo das críticas dos nacionalistas e dos adeptos de teorias conspiratórias, tanto na Europa quanto nos Estados Unidos.
Fonte: MUNDO

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