Banco Central amplia rol de pessoas que terão monitoramento especial das transações financeiras

O Banco Central ampliou o número de pessoas que terão atenção especial nas análises das movimentações financeiras. Essas análises são feitas como procedimentos de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo. É a partir desses dados que as instituições enviam informações para o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
A nova regra publicada pelo Banco Central inclui na lista de pessoas “politicamente expostas”: vereadores, deputados estaduais, e também parentes de segundo grau e quem tem relacionamento próximo às pessoas públicas.
De acordo com a área técnica do BC, as mudanças ampliam em dezenas de milhares o número de pessoas que terão monitoramento especial das instituições financeiras.
Segundo o chefe do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro, João André Calvino Marques Pereira, o fato de uma pessoa ser classificada como “politicamente exposta” a eleva na classificação de risco que será feita pelos bancos.
“O fato de ela ser uma pessoa politicamente exposta não quer dizer que todas as operações serão comunicadas ao Coaf. Mas o fato dela ser politicamente exposta será levada em consideração”, afirmou.
A circular que aprimora os procedimentos e os controles internos a serem adotados pelas instituições reguladas na prevenção da utilização do sistema financeiro para prática de crimes como lavagem de dinheiro, ocultação de bens e de financiamento do terrorismo foi publicada nesta quinta-feira (23) pelo Banco Central.
Fonte: ECONOMIA

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