S&P reduz nota da dívida argentina em moeda local para 'calote seletivo'

S&P reduz nota da dívida argentina em moeda local para 'calote seletivo'


Rebaixamento foi anunciado após o governo trocar voluntariamente bônus de curto prazo por títulos que vencerão em setembro. Executivo enviou projeto de lei ao Congresso visando reestruturar a dívida pública. Governo da Argentina anuncia projeto de lei que reestrutura a dívida do país
A agência de classificação de risco S&P reduziu para “default seletivo” (SD) a nota da dívida argentina em moeda local, mas manteve em “CCC-” e com perspectiva negativa a dívida em moeda estrangeira.
A redução foi anunciada um dia após o governo trocar voluntariamente bônus de curto prazo em pesos argentinos com vencimento próximo por dois títulos que vencerão em setembro.
“Observamos esta troca como perturbadora e equivalente a um default”, destacou a S&P.
Apesar de o acordo ser voluntário, “se mantém a incerteza sobre os planos envolvendo obrigações similares em pesos que vencem nos próximos meses”, declarou a agência.
S&P informou que mantém em perspectiva negativa a dívida soberana de longo prazo em moeda estrangeira da Argentina enquanto Buenos Aires dialoga com os detentores de bônus e credores para reformular os pagamentos.
Notas das agências internacionais de classificação de risco
Arte G1
“O ministro das Finanças, Martín Guzmán, informou que em breve iniciará discussões com detentores de bônus, em Nova York, e esperamos que o governo avance com um plano de reestruturação de sua dívida de longo prazo em moeda estrangeira. Mas o tempo e as condições não estão claros”, destacou a agência.
O governo do presidente Alberto Fernández enviou nesta terça-feira (21) um projeto de lei ao Congresso visando reestruturar a dívida pública.
O ministro Guzmán destacou que o projeto busca “que o país melhore ao menos duas das três seguintes condições: prazos, taxas de juros e montante do capital”.
Em recessão desde 2018 e com inflação anual superior a 50%, a Argentina enfrenta uma dívida de 335 bilhões de dólares, incluindo 44 bi junto ao FMI.
Fonte: MUNDO

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