Caravana de migrantes continua entre Guatemala e México; autoridades mexicanas detiveram mais de 2 mil


Governo mexicano quer impedir que grupo atravesse o país para chegar aos EUA. Parte ficou na Guatemala. Soldado mexicano vigia migrantes de Honduras que tentaram chegar ao México pelo rio Suchiate, na fronteira com a Guatemala, nesta quarta-feira (22). Eles foram barrados ao tentar entrar no país vizinho
Marco Ugarte/AP Photo
A caravana de migrantes que saiu de Honduras na semana passada continua retida na fronteira entre Guatemala e México nesta quarta-feira (22). As autoridades mexicanas querem impedir que o grupo continue o trajeto por terra até os Estados Unidos, onde a maior parte dos viajantes pretende pedir refúgio.
Levantamento do Instituto Nacional de Migração (INM) do México mostrou que mais de 2 mil migrantes centro-americanos que entraram de forma irregular no país foram detidos na segunda-feira. Na data, houve tumulto, e algumas crianças se perderam de seus pais na confusão. Veja abaixo.
Polícia entra em confronto com imigrantes na fronteira da Guatemala e do México
Além disso, segundo o governo mexicano, algumas das pessoas detidas haviam entrado no México por outros pontos da fronteira com a Guatemala além do rio Suchiate — onde as imagens de migrantes atravessando o curso d’água a pé correram o mundo. Houve detenções inclusive no interior do país, de centro-americanos que já estavam a caminho dos Estados Unidos.
A prioridade das autoridades mexicanas, agora, é determinar a situação jurídica dos migrantes: alguns podem ganhar um visto de trabalho temporário e especial, outros podem ter que voltar a Honduras.
Instalados na fronteira
Hondurenhos de caravana de migrantes tomam banho no rio que separa o México da Guatemala nesta quarta-feira (22)
Marco Ugarte/AP Photo
Enquanto tentam decidir como seguirão viagem até os Estados Unidos, alguns dos migrantes que ainda estão na margem do rio Suchiate conseguiram ficar em um abrigo na cidade de Tecun Uman, na Guatemala. Lá, eles ganharam uma refeição composta por espaguete, salsichas, tortilhas, bananas fritas e salada, relata a agência Associated Press.
Há migrantes que estão conformados com a ideia de não conseguir chegar aos Estados Unidos, como a hondurenha Miriam Patricia Enamorado. Ela disse à AP que aceitaria ficar no México, se a deixarem passar e se conseguir um visto de trabalho.
“É o sonho de todos nós, porque não dá mais para viver no nosso país”, diz Miriam.
Países da América Central, como Honduras, El Salvador, Nicarágua e a própria Guatemala, passam por problemas relacionados à violência de gangues. Crises políticas sucessivas também pioram o ambiente nesses países.
Fonte: MUNDO

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