Brasileiros de baixa renda levariam nove gerações para chegar à renda média, aponta estudo

Brasileiros de baixa renda levariam nove gerações para chegar à renda média, aponta estudo


Brasil ocupa 60ª posição em ranking de países com maior mobilidade social. Brasileiros nascidos em famílias de baixa renda levariam, em média, nove gerações para atingir a renda média do país, segundo um relatório divulgado esta semana pelo Fórum Econômico Mundial. O dado ilustra a baixa mobilidade social do país, isto é, a baixa probabilidade de um indivíduo melhorar de vida financeiramente em relação aos seus pais.
“Em termos absolutos, é a habilidade de uma criança de ter uma vida melhor que a dos seus pais”, explica o documento.
Na Dinamarca, país apontado como o de maior mobilidade social no ranking, a estimativa é de que seriam necessárias duas gerações para que uma pessoa nascida na classe mais baixa alcance a renda média.
“Olhando para todas as economias e níveis de renda médios, as crianças nascidas em famílias menos ricas tipicamente enfrentam maiores barreiras ao sucesso o que as mais nascidas em famílias com mais recursos. Além disso, as desigualdades estão crescendo mesmo em países que tiveram crescimento rápido”, alerta o estudo.
Mobilidade social
Economia G1
“Na maioria dos países, indivíduos de determinados grupos se tornaram historicamente desfavorecidos e a baixa mobilidade social perpetua e exacerba essas desigualdades”.
O Brasil ocupa a 60ª colocação entre as nações com maior mobilidade social, atrás de países como Sri Lanka, Equador, Arábia Saudita e Vietnã. O relatório elenca 82 países.
Os países nórdicos ocupam todas as primeiras posições do ranking. Logo atrás da Dinamarca, em segundo lugar, aparece a Noruega, seguida por Finlândia, Suécia e Islândia. Veja os dez melhores colocados no ranking:
Ranking de mobilidade social
Economia G1
Fonte: ECONOMIA

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