Guedes diz que Brasil vai abrir compras do governo a estrangeiros

Segundo Guedes, a adesão a acordo internacional sobre compras governamentais permitirá o Brasil receber maiores fluxos de investimentos e combater corrupção. O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta terça-feira (21) que o Brasil vai aderir a acordo internacional de compras governamentais de forma a permitir um tratamento isonômico aos estrangeiros interessados em participar de licitações e concorrências públicas no país.
“É o acordo pelo qual nós agora passamos a admitir empresas de fora também para todas as compras que a gente fizer, um tratamento isonômico. O Brasil está querendo entrar para primeira liga, primeira divisão de melhores práticas. E isso realmente é um ataque frontal à corrupção”, afirmou a jornalistas, durante o Fórum Econômico Mundial de Davos.
“Um tema importante na campanha do presidente Bolsonaro foi acabar com a corrução. E nós sabemos que boa parte da corrupção foi permitida exatamente com coisas de governo: empreiteiras, obras governamentais, coisas desse tipo”, acrescentou.
O Acordo sobre Compras Governamentais (GPA, na sigla em inglês), mantido pela Organização Mundial do Comércio (OMC), estabelece para os países signatários uma série de compromissos em matéria de transparência e acesso aos mercados nacionais de compras públicas. Desde 2017, o Brasil participar do grupo como membro observador.
Segundo Guedes, a adesão ao acordo permitirá o Brasil receber maiores fluxos de investimentos e se integrar às cadeias globais de negócios.
“O Brasil é um país querendo crescimento, competição, melhores oportunidades e se livrar de corrupção. Então esse acordo para as compras governamentais é um ataque frontal à corrupção. São as melhores práticas e toda vez que o governo vai comprar alguma coisa entra todo mundo. Não dá para fazer aqueles acordos pra financiamento de campanha: eu ajudo a te eleger e depois você me dá recursos públicos”, explicou.
No Brasil, as chamadas compras governamentais, ou compras pública, são regulamentadas pela Lei 8.666, de 1993 (Lei de Licitações).
Fonte: ECONOMIA

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