David Moura de Olindo entra no caso – Advogado quer antecipar audiências em processo contra Jamil Name.

David Moura de Olindo entra no caso – Advogado quer antecipar audiências em processo contra Jamil Name.

A defesa do empresário Jamil Name, 80 anos, réu em cinco ações penais sob acusação de chefiar organização criminosa, vai pedir antecipação da produção de provas no processo no qual ele é réu por homicídio qualificado, como responsável pela encomenda do assassinato do estudante Matheus Coutinho Xavier, 20 anos, ocorrido em abril do ano passado.

Em trâmite na 2ª Vara do Tribunal do Júri em Campo Grande, o caso tem audiências para ouvir as testemunhas de acusação marcadas para os dias 2 e 3 de março.

“É muito tempo”, afirmou nesta tarde o advogado David Moura de Olindo, em entrevista ao Campo Grande News. Para ele, é preciso adiantar a realização dessa fase do andamento processual, considerando a existência de previsão legal nesse sentido.

O advogado entrou agora para a banca responsável pela representação de Name, a cargo também do escritório do criminalista Renê Siufi. Recebeu procuração para atuar nos cinco processos, mas vai focar o trabalho, diz, na ação por crime contra a vida já em tramitação e em eventuais outros processos.

Proposta – O novo profissional na atuação em favor de Name também quer apresentar à Justiça argumento diferentes na tentativa de conseguir prisão domiciliar para o acusado, na cadeia há 116 dias. O empresário está no presídio federal de Mossoró (RN), desde outubro do ano passado.

“Estamos falando de um velho”, argumenta Olindo, para defender que a Justiça permita ao cliente ficar na própria residência, sob vigilância estatal, diante do quadro de saúde de Name. “Se não, vamos ter quer fazer o translado do corpo dele para cá”, declara.

De acordo com ele, o estado de saúde do empresário vem se deteriorando cada dia mais. Os laudos apresentados à Justiça apontam que Name é diabético, hipertenso e tem problemas de locomoção, com necessidade de acompanhamento cotidiano de profissionais de saúde.

Olindo diz que pretende pedir a prisão domiciliar com “respeito ao Estado”. Fala, até, em propor o pagamento de escolta pelo próprio réu. Não há previsão legal nesse sentido, segundo apurou a reportagem.

Na avaliação do defensor, o conjunto probatório mostrado até agora em relação ao crime de homicídio não tem uma acusação cabal contra Jamil Name. “Não tem robustez”, define. Uma das argumentações é de que testemunhas citadas falam em “Jamil” apenas, sem especificar de quem se trata.

Olindo afirma, ainda, que Jamil Name não apresenta risco às novas fases dos processos. “A polícia já fez seu trabalho, o Ministério Público também”, resume.

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