Cia Hering diz que vendas de Natal foram 'frustrantes'

Cia Hering diz que vendas de Natal foram 'frustrantes'


Para a empresa, a recuperação econômica não veio num ritmo ‘suficiente’ para manter o bom desempenho registrado na Black Friday também no Natal. Loja da Hering no Brasil
Divulgação/Hering
O comando da Cia Hering disse nesta terça-feira (21), em teleconferência com analistas, que o desempenho de vendas no Natal foi “frustante”, porque a recuperação econômica não veio num ritmo “suficiente” para manter o bom desempenho registrado na Black Friday também no Natal.
Mas, além disso, a companhia ressaltou que teve responsabilidade no desempenho.
“Na conjuntura, o varejo e as notícias mostram muita heterogeneidade, alguns dizendo que foi o melhor Natal em muitos anos, e outros, que foi um Natal fraco. Para nós, a venda da Black Friday não se confirmou em dezembro, mas boa parte da responsabilidade é nossa”, disse Fabio Hering, diretor-presidente da companhia.
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A empresa sinaliza que há varejistas concorrentes que devem ter tido Natal mais forte, ao praticarem uma tática comercial diferente da empresa.
Segundo Thiago Hering, diretor de operações e filho do presidente Fabio Hering, a empresa não apostou em um produto com preço mais barato em dezembro, pois acreditava que a demanda verificada na Black Friday não se desaceleraria da forma como se viu.
“Caiu o apetite pelo presente com preço maior e teve ‘player’ com ação combativa e boas soluções, com o ‘presentinho’, de R$ 20 e R$ 30, e nós não acompanhamos isso com competência”.
As vendas no critério “mesmas lojas” (que observa apenas aquelas operação há mais de 12 meses) subiram 26% na Black Friday, o que permitiu que a direção privilegiasse ações com produtos com maior valor agregado na linha feminina, responsável por 80% da venda, mas a demanda não reagiu após novembro.
Houve aumento no tráfego em lojas, mas queda na conversão, disse o diretor, que está no cargo desde o ano passado.
Segundo prévia de vendas publicada na noite da última segunda-feira, a receita bruta caiu 5,2% de outubro a dezembro sobre 2018, para R$ 503 milhões.
O canal de vendas de lojas multimarcas teve a maior queda, de 13%, reflexo da queda na demanda e de uma reestruturação nessa operação que já dura alguns trimestres e que envolve uma maior “racionalização” da base dessas lojas, diz a direção.
Janeiro segue ‘um pouco desafiador’
A Cia Hering disse que o início do ano não tem mostrado desempenho muito diferente daquele que a rede verificou em dezembro porque a companhia não mudou sua estratégia em loja — que já trouxe efeitos negativos no Natal.
“As primeiras semanas têm sido um pouco desafiadoras porque as ofertas nas nossas lojas estão parecidas com dezembro, mas, com a liquidação em fevereiro, mudamos o ciclo e aí poderemos ter uma análise diferente”, disse Thiago Hering.
A empresa não disse porque manteve as ações ainda em janeiro. Sobre os efeitos em estoques e margem deste período de vendas em queda, a companhia disse que passou a reabastecer os pontos com menor volume de produtos, após identificar demanda mais fraca em dezembro, indicando que pode ter ajustado estoque na fábrica.
A empresa ainda não divulgou dados de rentabilidade, a serem publicados quando sair o resultado do trimestre de outubro a dezembro. A varejista decidiu fazer uma teleconferência sobre os dados de vendas “de última hora” para um maior entendimento dos números, disse Fabio Hering.
Fonte: ECONOMIA

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