BC do Japão eleva previsão de crescimento e sinaliza manutenção da política monetária

BC do Japão eleva previsão de crescimento e sinaliza manutenção da política monetária


Ao fim de dois dias de reuniões, o banco central manteve sua meta para a taxa de juros de curto prazo em -0,1%. O presidente do BC do Japão, Haruhiko Kuroda, em imagem de arquivo
Reuters/Yuya Shino
O banco central do Japão melhorou suas estimativas para o crescimento econômico nesta terça-feira (21) e mostrou-se cautelosamente otimista sobre as perspectivas globais, embora tenha afirmado que os riscos atuais significam que é cedo demais para avaliar uma redução de seu forte programa de estímulo.
O Banco do Japão sinalizou um esperado impulso doméstico do pacote de gastos fiscais do governo e o presidente Haruhiko Kuroda, citando a fase um do acordo comercial entre EUA e China, afirmou que os riscos externos diminuíram um pouco.
Ele também reiterou a determinação do banco central em manter sua política monetária ‘ultrafrouxa’ diante da inflação fraca e das incertezas externas.
“Como tal, o atual viés de política monetária frouxa será mantido por algum tempo”, disse ele em entrevista após o Banco do Japão ter mantido a política monetária como esperado.
Kuroda também minimizou as chances de uma revisão da política monetária em breve. “No Japão, a inflação está infelizmente distante de nossa meta de 2%. É prematuro mudar nossa estrutura de política monetária, ou iniciar um debate sobre isso”, disse ele.
Ao fim de dois dias de reuniões, o banco central japonês manteve sua meta para a taxa de juros de curto prazo em -0,1% e a promessa de guiar os rendimentos dos títulos governamentais de 10 anos em torno de 0%.
Também manteve a orientação de que se compromete em manter os juros nos níveis atuais, ou mesmo cortá-los, até que diminuam os riscos que impedem que se alcance a meta de inflação de 2%. Em uma revisão trimestral, o Banco do Japão também revisou para cima sua projeção de crescimento para o ano fiscal que começa em 2020 a 0,9%, de 0,7%, ajudado pelo pacote fiscal do governo.
Fonte: ECONOMIA

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