Após fechar acordo com a China, Trump diz que há negociações com outros países

Após fechar acordo com a China, Trump diz que há negociações com outros países


Presidente dos Estados Unidos fez um discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, no qual afirmou que o seu país passa por um boom econômico. Donald Trump durante seu discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, no dia 21 de fevereiro de 2020
Denis Balibouse/Reuters
Donald Trump disse que os acordos comerciais que os Estados Unidos fizeram na sua gestão são a principal mudança da sua gestão em relação aos antecessores, e que ele está em negociação com outros países. Ele discursou nesta terça-feira (21) no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.
O fórum é um encontro anual que reúne líderes políticos e empresariais. Em seu discurso, Trump listou melhoras em indicadores econômicos do seu país e falou dos acordos comerciais como suas vitórias.
Cinco coisas para saber sobre o Fórum Econômico Mundial de Davos
Trump foi ao encontro no mesmo dia em que tramita, no Senado dos EUA em Washington, o julgamento de seu impeachment, mas não fez nenhuma menção ao processo.
Ele citou o fato de que na mesma semana foram fechados dois acordos comerciais –um deles com a China, o outro, com o Canadá e o México.
A maior mudança de sua gestão em relação às anteriores é justamente no comércio, afirmou ele. No passado, segundo ele, os EUA perdiam empregos e fábricas com os acordos, e a China desrespeitava regras internacionais. “Nossos líderes não haviam feito nada. É o motivo pelo qual concorri [à presidência], não entendia por que perdíamos empregos para outros países a um ritmo tão acelerado.”
A China, segundo ele, torpedeava o comércio para todos, “mas ninguém fazia nada; sob minha liderança, atacamos o problema de frente”.
O pacto assinado pelos EUA e pela China, afirmou, inclui medidas para proteger propriedade intelectual, parar com a transferência forçada de tecnologia, força o país asiático a abrir seu setor financeira e o obriga a manter um câmbio estável.
Ele previu que os chineses vão gastar US$ 200 bilhões com produtos e serviços americanos, mas que “pode terminar perto de US$ 300 bilhões quando terminar”.
Trump citou possíveis acordos comerciais com Japão, Coreia do Sul e com o Reino Unido. Ele disse também que os EUA “estão negociando com outros países”.
Indicadores de emprego e renda
Uma parte do discurso foi dedicada a indicadores econômicos dos EUA.
Ele fez menções à política fiscal –disse que cortaram impostos– e monetária: Trump fez uma crítica, ao dizer que os juros sobem rapidamente, mas caem vagarosamente.
O presidente dos EUA citou melhoras nas taxa de desemprego e mudanças nos níveis de empregos em populações específicas, como afro-americanos, mulheres, pessoas com ensino médio completo etc.
Trump afirmou que seu país passa por um boom econômico, que ele qualificou como sendo do trabalhadores–ele empregou o termo “colarinho azul”, que é uma referência a uniforme.
“O sonho americano voltou, mais forte do que nunca. Nós criamos 1,2 milhão de empregos de indústrias. Os EUA ganharam 12 mil novas fábricas, e o número está crescendo”, disse o líder dos americanos.
Indiretas para os inimigos
O presidente dos EUA não citou nenhum de seus críticos por nome, mas fez menções indiretas a eles. Antes de anunciar que o pais aderiu a uma iniciativa global para plantar um trilhão de árvores, disse: “Precisamos rejeitar os profetas perenes da destruição, esse não é o tempo de pessimismo, é o tempo de otimismo”.
A ativista Greta Thunberg está presente no Fórum em Davos.
Greta Thunberg deixa a plateia após o fim do discurso do presidente Trump em Davos, em 21 de janeiro de 2020
Denis Balibouse/Reuters
Trump também disse que os EUA “nunca deixarão socialistas radicais dominarem nossa economia”, e fez elogios à iniciativa privada.
Fonte: ECONOMIA

Aqui você pode expressar sua opinião livremente.

%d blogueiros gostam disto: