Ação da Cia. Hering despenca até 12% após dados operacionais fracos; TIM e Marisa sobem com recomendações

SÃO PAULO – Em uma sessão de queda para o Ibovespa acompanhando o noticiário internacional, principalmente os riscos para a China com o coronavírus afetando Vale (VALE3) e siderúrgicas, quem é o destaque de baixa nesta sessão é a Cia. Hering (HGTX3), que cai até 11,76% após dados operacionais bastante fracos.

Já a maior alta fica com as ações da TIM (TIMP3), com a ação sendo recomendada pelo Credit Suisse, enquanto a Marisa (AMAR3) sobe até 4,75% depois de ser colocada como uma das top picks do varejo no Bradesco BBI. Confira nos destaques desta terça-feira (21):

Cia. Hering  (HGTX3)

A Hering divulgou na noite de ontem uma prévia do seu resultado do quarto trimestre de 2019. A empresa informou que teve uma queda de 5,2% no faturamento bruto, que foi de R$ 502,9 milhões no período. As vendas mesmas lojas tiveram queda de 4% na receita. As vendas nas lojas próprias, que não incluem as franquias, caíram 1,9% em comparação ao quarto trimestre de 2018. Segundo a empresa, houve o fechamento de 13 franquias no período. Já o comércio eletrônico teve um crescimento de 48,2% no quarto trimestre, passando a representar 4,4% da receita.

O Credit destaca que a Hering reportou vendas abaixo do esperado em todos os canais (com exceção do e-commerce), o que levou à queda na receita bruta de 5.2% na base anual.

De acordo com a companhia, depois de um forte desempenho em outubro e novembro com recorde de vendas por causa da Black Friday, as vendas de dezembro sofreram.

“A falta de consistência do desempenho das franquias e a queda nas multimarcas impede a alavancagem operacional que acreditamos ser um dos principais pontos para o case de re-rating da HGTX. Entendemos que existe um gap de valuation para outras empresas do setor, mas temos dificuldade em dar todo o benefício da dúvida no momento”, afirmam os analistas do banco suíço, que mantêm recomendação neutra para os ativos.

OI (OIBR3), TIM (TIMP3) e Vivo (VIVT4)

Uma avaliação do Credit Suisse sobre a operadora de telecom Oi projeta que os ativos da empresa, em recuperação judicial, devem ser absorvidos pelos concorrentes. “A TIM (TIMP3) deve exercer um papel importante, principalmente quando consideramos as limitações da Claro e da Vivo em relação a spetrum e concentração”, indica o relatório.

Ao analisar o mercado de telecom como um todo, o Credit Suisse aponta que 2019 foi um ano difícil para a telefonia fixa no Brasil, embora a “dinâmica competitiva” tenha aumentado na telefonia móvel. “A TIM é ‘top pick’ e saiu de neutra para outperform”, informa. Já a avaliação da Vivo (VIVT4) melhorou de underperform para neutra, com um avanço do preço-alvo da ação de R$ 55,00 para R$ 61,00. “Acreditamos que para a Vivo o pior já passou”, projetam os analistas. “Para finalizar, consideramos a Oi como um case pouco atrativo, mesmo considerando a venda da parte de telefonia móvel”, avalia o relatório, que classifica a Oi como underperform e dá preço-alvo de R$ 0,70 por ação.

Cosan (CSAN3) e Cosan Logística (RLOG3

A Cosan e a Cosan Logística anunciaram hoje que o executivo Luís Henrique Cals de Beauclair Guimarães assumirá a presidência das duas empresas em primeiro de abril deste ano. Atualmente, Guimarães é presidente da Raízen Energia e da Raízen Combustíveis. O atual presidente da Cosan e Cosan Logística, Marcos Marinho Lutz, passará para os Conselhos e Comitês do Grupo Cosan, informou a organização à CVM na manhã de hoje.

Even (EVEN3)

A construtora e incorporadora imobiliária Even publicou uma prévia dos seus resultados do quarto trimestre de 2019, informando que teve uma expansão de 46% na receita líquida, para R$ 583 milhões no período. A expansão foi sobre um faturamento líquido de R$ 336 milhões em igual período de 2018. A empresa paulista também informou que houve queda nos distratos, de 37,3% no primeiro trimestre de 2018 para 10,3% no mesmo período do ano passado. O faturamento bruto de Even no último trimestre de 2019 foi de R$ 651 milhões.

Bradesco BBI e Itaú BBA fizeram uma avaliação bastante positiva da prévia dos resultados do quarto trimestre do ano passado da construtora e incorporadora imobiliária Even, publicados na noite de ontem. O Bradesco BBI destacou que os lançamentos cresceram 244% sobre o terceiro trimestre de 2019 e 39% sobre o último trimestre de 2018, para R$ 825 milhões, levando a uma receita líquida de R$ 2 bilhões no ano. O BBI avalia a ação da Even como “outperform” com um preço-alvo de R$ 13,00.

Já o Itaú BBA projeta uma reação “positiva” do mercado à prévia da Even. “Os resultados operacionais continuaram a melhorar, à medida que lançamentos e pré-vendas aceleraram significativamente no quarto trimestre, tanto sobre uma base trimestral como anual”, analisa o BBA. “Nós notamos que, apesar da forte entrega de imóveis no quarto trimestre (receita bruta de R$ 651 milhões), os distratos na Even continuaram a cair”, comentou.

Cyrela (CYRE3)

A Cyrela também apresentou sua prévia operacional, mostrando uma queda em vendas e lançamentos de imóveis residenciais no quarto trimestre, sendo que a maior parte do volume comercializado correspondeu a lançamentos.

Nos três últimos meses do ano passado houve uma queda de 15,5% nas vendas na comparação anual, a R$ 2,06 bilhões, sendo R$ 1,08 bilhão em lançamentos.

Enquanto isso, os lançamentos recuaram 11,7% no mesmo período, para R$ 2,39 bilhões, dos quais R$ 1,02 bilhão foram no Minha Casa Minha Vida faixas 2 e 3. No último trimestre, a companhia fez 27 lançamentos.

Os resultados prévios da construtora e incorporadora imobiliária Cyrela foram bem avaliados por Bradesco BBI e Itaú BBA. O BBI avalia que a Cyrela mostrou “fortes resultados, com destaques para os lançamentos, que foram de R$ 1,8 bilhão no trimestre e R$ 5,4 bilhões no ano inteiro”. O BBI mantém a avaliação da ação da Cyrela como neutra e com preço-alvo de R$ 22,00. A BBA espera uma reação “ligeiramente positiva” do mercado à prévia dos resultados da Cyrela.

“Os lançamentos e as pré-vendas mostraram uma sólida melhoria trimestral, mas ficaram ligeiramente abaixo dos resultados do quarto trimestre de 2018. Nós vemos os números como ligeiramente positivos, uma vez que um forte resultado já foi antecipado pelo mercado”, avalia.

Petrobras (PETR3; PETR4

Matéria publicada hoje no jornal Valor Econômico informa que a Petrobras espera obter mais de R$ 3,35 bilhões com a venda dos 10% restantes que possui na Transportadora Associada de Gás (TAG). No ano passado, a francesa Engie e o fundo canadense Casse de Dépôt et Placement du Québec (CDPQ) compraram 90% da TAG por R$ 33,5 bilhões.

Caixa Seguridade

A Caixa Seguridade Participações comunicou ao mercado que fechou uma parceria com a Icatu Seguros para montar uma joint-venture que irá explorar, por 20 anos, a venda de títulos de capitalização no balcão das agências da Caixa Econômica Federal (CEF). A Icatu fará um aporte de R$ 180 milhões na nova empresa. A Caixa Seguridade terá 75% de participação no capital social da nova empresa, sendo que deterá 49,9% das ações ordinárias. Já a Icatu terá 50,1% das ações ordinárias e 25% do capital social total. Pelo acordo, a Iatu se compromete a pagar um bônus anual para a CEF, correspondente a 75% dos dividendos líquidos da nova empresa.

Banco Inter (BIDI11

O Banco Inter informou que obteve a autorização do Banco Central do Brasil para comprar 70% do capital social da Matriz Participações, que controla a sociedade DLM Invista Gestão de Recursos. O banco pagou R$ 49 milhões na DLM, que tem sob sua administração uma carteira de R$ 4,5 bilhões sob sua gestão.

M. Dias Branco (MDIA3

A indústria moageira e produtora de biscoitos e massas M. Dias Branco comunicou ontem que recomprará 8,4 milhões de ações ordinárias. Segundo a empresa, a operação tem início hoje (21) e se estenderá por um prazo máximo de 18 meses.

Klabin (KLBN11)

A Klabin informou que vai elevar o preço da celulose de fibra longa e de fibra curta para a China em US$ 20/tonelada, segundo a Bloomberg.

O novo preço entrará em vigor em 1º de fevereiro.

Positivo (POSI3)

A Positivo Tecnologia fará uma oferta de ações subsequente (follow on) que pode chegar a R$ 521,1 milhões. A distribuição será primária de até 40.000.000 novas ações ordinárias, com esforços restritos de colocação. Conforme a demanda, a quantidade de ações ofertada poderá ser acrescida de um lote adicional de até 14.000.000 novas ações ordinárias (35%) de emissão da companhia.

Ao preço de fechamento desta segunda-feira, 20, de R$ 9,65, a oferta básica alcançaria R$ 386 milhões. Caso seja exercido o lote adicional o montante sobe para R$ 521,1 milhões. O preço da ação na oferta será definido após o bookbuilding (coleta de intenções), que termina no dia 30 de janeiro. Foram contratados como coordenadores o BTG Pactual (coordenador líder), Bradesco BBI e a XP Investimentos.

Varejistas

O Bradesco BBI revisou as suas recomendações para o setor varejista, reiterando visão positiva para o setor em 2020, mas destacando que as expectativas de alta justificam alguma cautela, o que favorece ações com: 1) forte execução; 2) crescimento estrutural; 3) múltiplos preço sobre o lucro baixos com espaço para expansão.

Os analistas elevaram B2W (BTOW3) e Marisa (AMAR3) de neutro para outperform (desempenho acima da média), enquanto reduziram recomendação para Mercado Livre (negociada na Nasdaq), Centauro (CNTO3), Arcos Dorados (negociada na NYSE), Burger King (BKBR3) e Vulcabrás (VULC3) para neutro.  Já Magazine Luiza (MGLU3), B2W (BTOW3), Arezzo (ARZZ3) e Marisa são as top picks.

 

(Com Agência Estado)

 

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Fonte: FONTE INFOMONEY

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