Justiça alemã condena falso médico que receitava eletrochoques

Homem que se passava por médico na internet convenceu dezenas de mulheres e meninas a auto-aplicarem choques enquanto as observava. Promotores dizem que ele sentia prazer sexual ao ver o sofrimento das vítimas. Um tribunal em Munique, na Alemanha, condenou nesta segunda-feira (20) a 11 anos de prisão um homem que se passava por médico na internet. Ele convenceu dezenas de mulheres e adolescentes a aplicarem eletrochoques em si mesmas, enquanto as observava através de videochamadas.
O homem, identificado pelas autoridades como David G, de 30 anos, é um técnico de computação da cidade de Würzburg, na Baviera, que se apresentava como profissional de saúde ou como professor e dizia às vítimas que realizava um estudo sobre terapia da dor. Utilizando serviços de videochamadas como o Skype, ele as instruía para colocar um artefato caseiro em suas têmporas e as observava ao mesmo tempo em que lhes passava orientações.
O falso médico foi considerado culpado de 13 das 88 acusações de tentativa de assassinato que pesavam contra ele, e cumprirá a sentença em um hospital psiquiátrico.
Os promotores haviam pedido pena de 14 anos de prisão, enquanto a defesa alegou que o acusado sofria de síndrome de Asperger e que deveria ser colocado em liberdade condicional por um período de 2 anos pelas acusações de se fazer passar por um médico e por lesão corporal negligente.
Entretanto, o juiz Thomas Bolt do tribunal de Munique considerou perturbador o fato de que o réu instruía as mulheres a seguir instruções que “sujeitavam o cérebro humano a correntes elétricas”. As vítimas construíam aparelhos improvisados utilizando colheres de metal ou permitiam que fossem amarradas em cadeiras enquanto outras pessoas lhes aplicavam os choques. A vítima mais jovem tem 13 anos.
David G. gravou muitas dessas chamadas, algumas das quais foram mostradas durante o julgamento. Além da condenação por tentativa de assassinato, ele foi considerado culpado de lesão corporal grave, utilização indevida de título profissional e por causar danos às vidas privadas de suas vítimas.
Os promotores afirmam que ele era motivado por um fetiche, e que ficava sexualmente estimulado ao ver as mulheres e jovens sentindo dores. Ele chegou a pagar a algumas de suas vítimas valores entre 200 e 3 mil euros para que se submetessem ao falso tratamento. Em alguns casos, os pais das vítimas teriam ajudado a aplicar os choques.
Fonte: MUNDO

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