Investimento privado cresce no maior ritmo desde 2014, diz Ministério da Economia

Investimento privado cresce no maior ritmo desde 2014, diz Ministério da Economia


Indicador cresceu acima de 4% no 2º e 3º trimestres de 2019, maior patamar desde os três primeiros meses de 2014. Por outro lado, investimento público amarga dois trimestres seguidos de queda. O ritmo de expansão do investimento privado no Brasil é o maior desde o início de 2014, mostra levantamento do Ministério da Economia. O dado acumulado em 12 meses registrou alta acima de 4% no segundo e no terceiro trimestres de 2019, o maior percentual desde os primeiros três meses de 2014, quando o aumento foi de 5,31%.
Os investimentos realizados pela inciativa privada voltaram a crescer em 2018, após ficarem três anos e meio no vermelho. Nesse período, o recuo acumulado foi de 24,2%, segundo os dados do ministério.
Já o investimento do governo amarga dois trimestres seguidos de queda, depois de ensaiar uma recuperação. Os investimentos de estados, municípios e União chegaram a encolher 31,5% durante a crise, voltaram a crescer em 2018 e agora registraram duas quedas seguidas, no cálculo acumulado em 12 meses.
Evolução do investimento público
Divulgação/Ministério da Economia
Esse movimento ocorre em meio à grave fiscal do setor público, que vai contabilizar o sexto ano seguido de rombo nas contas em 2019 (o número exato do déficit só será conhecido no fim desse mês).
Isso significa que, desde 2014, as despesas públicas vêm superando as receitas com impostos e tributos. Ou seja, não sobra dinheiro em caixa nem mesmo para pagar os juros da dívida, e muito menos para investir.
O estudo do Ministério da Economia também abre o cálculo do Produto Interno Bruto (PIB), dividindo entre PIB do governo (investimento e gasto, nas três esferas da administração pública) e PIB privado (todo o restante).
Os dados mostram que o PIB privado crescia a uma taxa próxima de 2% no terceiro trimestre de 2019, também no acumulado em 12 meses, contra uma retração de 1,1% do PIB do governo no mesmo período.
A expectativa da equipe econômica é que o setor privado ganhe tração nesse início de 2020 e passe a gerar mais empregos, o que impulsionaria a renda e acabaria fechando uma espécie de círculo virtuoso na atividade econômica.
Os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o Brasil ainda tem mais de 12 milhões de desempregados.
Evolução do PIB público e privado
Divulgação/Ministério da Economia
Fonte: ECONOMIA

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