Colômbia contraria EUA e não inclui as Farc na lista de grupos terroristas, diz emissora

Organização se tornou partido político recentemente. Presidente Iván Duque anunciou outras organizações que passam a ser consideradas terroristas pelo governo colombiano — entre elas, o Hezbollah. O presidente da Colômbia, Iván Duque, anunciou nesta segunda-feira (20) uma série de organizações que o país sul-americano passa a reconhecer como terrorista, após recomendação dos Estados Unidos e da União Europeia. Porém, o governo colombiano decidiu excluir da lista as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) ao justificar que o grupo se tornou um partido político desde 2017.
Em documento divulgado pela emissora Caracol Radio, o Conselho de Segurança Nacional colombiano afirma que a nomeação das Farc como uma organização terrorista partiu dos EUA.
“O Conselho de Segurança Nacional da Colômbia exclui da lista transcrita de organizações terroristas pelos Estados Unidos da América as FARC, por serem um partido político”, diz o texto.
As Farc se lançaram na política colombiana em 2017, um ano depois de abandonar as ações armadas no país. O grupo, inclusive, mudou de nome para Força Alternativa Revolucionária do Comum, e participou das mais recentes eleições.
Porém, em agosto do ano passado, o ex-número dois das Farc Iván Márquez anunciou a retomada da luta armada ao considerar que o governo Duque não respeitou o acordo de paz firmado entre os militantes e o governo. O núcleo do partido, porém, rejeitou a retomada dos conflitos.
Fonte: MUNDO

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